laringoscopio

Laringoscópio: quais as diferenças entre as lâminas reta e curva

O laringoscópio pode ser usado para realizar exames de laringe e para ajudar na intubação endotraqueal do paciente, para realizar a ventilação dos pulmões. Ele é formado por um cabo, que, por suas dimensões, pode ter uso pediátrico ou adulto, bem como uma cabeça em forma de lâmina.

O cabo, além de ser o local onde se insere a bateria, também é por onde o profissional maneja o equipamento em sua utilização. A finalidade da bateria é acender a lâmpada que fica na ponta da lâmina (no aparelho convencional) ou no próprio cabo (no  equipamento de fibra óptica), que permite visualizar minuciosamente a  laringe. 

A escolha entre uma lâmina curva ou reta é feita baseada na experiência e predileção do profissional da saúde. A lâmina para um determinado paciente deve ser grande o suficiente para conter a língua e atingir as estruturas da glote. 

De acordo com a experiência médica, a intubação mostra mais possibilidades de êxito na primeira tentativa, quando o comprimento da lâmina utilizada para a laringoscopia fica a um centímetro da distância entre os incisivos superiores e o ângulo da mandíbula.

A lâmina deve ser encaixada corretamente ao cabo para acionar a bateria. São vários modelos de lâmina para os mais diversos tipos de pacientes e patologias.

Diferenças entre as lâminas reta e curva

As lâminas retas estão mais presentes em neonatais e procedimentos com crianças de até 3 anos de idade. Já as curvas são mais utilizadas em crianças acima de 3 anos e em adultos. 

O motivo é sua base mais larga, o que facilita o distanciamento da língua e a visualização mais detalhada das cordas vocais.

Para manter o laringoscópio em condições de uso, veja como higienizar.

1. Primeiramente, remova a bateria e a lâmina;

2. Depois, esterilize as lâminas;

3. Quando estiverem frias, enxague-as junto com as guias em água corrente limpa;

4. Coloque-as num recipiente com água e detergente;

5. Use uma esponja macia, esfregando delicadamente as lâminas e as guias ainda no recipiente com os componentes citados anteriormente; 

6. Em seguida, enxugue os objetos com uma toalha macia;

7. Por último, remonte o equipamento. 

Precauções com o aparelho.

1. Jamais utilize o ultrassom para limpar o laringoscópio;

2. Antes da limpeza, desinfecção ou esterilização do instrumento, retire as baterias e a lâmina;

3. Todo cuidado é pouco com as fibras ópticas . Por isso, não utilize escova de aço na limpeza do equipamento. Este procedimento pode arranhá-las, reduzindo a iluminação;

4. Durante a esterilização, respeite o limite de temperatura estabelecido pelo fabricante; 

5. Atenção no manuseio do equipamento. Não derrube as lâminas ou dobre, de maneira inadequada, a guia de luz, porque choques e quedas podem danificar as fibras de vidro e reduzir o facho de luz.

Como é feita a laringoscopia?

O exame é considerado simples, com duração entre 5 e 45 minutos, podendo ser realizado de forma direta ou indireta.

Forma direta: o paciente é anestesiado e um tubo especial é colocado em sua garganta, introduzido pelo nariz ou pela boca. Assim, o médico consegue ter uma visão mais detalhada da laringe e também pode coletar amostras de material e remover tumores ou objetos.

Forma indireta: o paciente não precisa ser deitado. Basta ficar sentado com postura ereta, enquanto o médico borrifa um anestésico em sua garganta. Deve ser colocada uma gaze em cima da língua, para imobilizá-la impedindo que deslize. Em seguida, com o uso de um espelho, o médico examina a região, podendo pedir para o paciente fazer certos sons para movimentar a laringe. 

A utilização do laringoscópio na intubação.

A definição entre o uso das vias nasotraqueal ou orotraqueal fica por conta do médico responsável pelo procedimento. Embora a segunda alternativa exija menos habilidade.

Veja em partes, o processo de intubação pela boca (oretraqueal). 

1. Escolha do material adequado conforme as características anatômicas e da doença crônica do paciente;

2. Colocação apropriada, no alinhamento do eixo orofaringolaríngeo;

3. Aplicação de sedativos e relaxantes musculares;

4. Abertura da boca e introdução do laringoscópio pelo lado direito da cavidade oral;

5. Desvio da língua para a esquerda;

6. No caso da lâmina reta, depois da introdução, retirá-la aos poucos até que as cordas vocais se tornem visíveis (a epiglote é levantada pela lâmina);

7. No caso da lâmina curva, inserção gradativa até que a epiglote seja exposta e a lâmina encaixada na valécula; 

8. Leve compressão ao nível da cricóide, a cartilagem anelar da parte inferior da laringe, pode ser indispensável, para ajudar a visualização e a redução do risco de aspiração;

9. Essencial conservar uma tração na extensão do eixo do corpo do aparelho, sem deslocação do punho e apoio no lábio superior;

10. Introdução do tubo à direita da lâmina, não obstruindo a concavidade da mesma;

11. Colocação adequada.

12. Fixação.

Distúrbios: mais facilidade de extubação acidental, maior dificuldade na limpeza de secreções de orofaringe, bloqueio da ventilação por oclusão dentária.

Contraindicações: oclusão de articulação temporomandibular, processo obstrutivo em cavidade oral.

Intubação pelas narinas (nasotraqueal). Veja os detalhes. 

1. Escolha do material adequado conforme as características anatômicas e da doença crônica do paciente;

2. Colocação apropriada;

3. Aplicação de sedativos e relaxantes musculares;

4. Lubrificação do equipamento;

5. Introdução através da narina até a faringe posterior;

6. Abertura da boca e introdução do laringoscópio pelo lado direito da cavidade oral;

7. Desvio da língua para o lado esquerdo;

8. No caso da lâmina reta, depois da introdução, retirá-la aos poucos até que as cordas vocais se tornem visíveis (a epiglote é levantada pela lâmina);

9. No caso da lâmina curva, inserção gradativa até que a epiglote seja exposta e a lâmina encaixada na valécula; 

10. Com o aparelho colocado e a laringe visualizada, a ponta do tubo na faringe é transportada com a ajuda de uma pinça;

11. A introdução pode ser facilitada, após o posicionamento correto, com a ajuda de um assistente;

12. Posição apropriada da cânula;

13. Fixação.

Distúrbios: epistaxe, otite média aguda, sinusites e necrose de asa do nariz.

Contraindicações: fratura de placa cribiforme, problemas de coagulação, impedimento da passagem do tubo por deformidade nasal ou compressão.


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